Agradeço a minha mãe por não ter feito como as outras. Isso poderia ter me deixado na mesma situação que vejo outros camaradas do mesmo sexo, dependentes do gênero cuja representação era um mais para baixo.
Lá... nos tempos pré-históricos, homens e mulheres fizeram um pacto. A moça, por ter que cuidar da cria (e isso eu digo que foi um pacto sim! Veja o caso dos pinguins... são os machos que cuidam dos pequenos enquanto mamães vão à caça) ficava lá pela toca, com as comadres, ajeitando o lugar até que os fortões voltassem com alguma caça para que elas cozinhassem (e me perdoem os historiadores se estes não forem bem os fatos. Alego licença poética por omitir trechos de nossa linha do tempo, como a descoberta do fogo, etc.).
Imagino como os homens ficavam enquanto esperavam a comida. Com os pés para cima e coçando os piolhos, afinal, já tinham feito todo o serviço que a eles cabiam.
Pois bem! Volto a agradecer a minha mãe, por ajudar na evolução deste e outros dois seres (meus dois irmãos)!
Com o passar dos tempos e após certas décadas da revolução industrial, as mulheres resolveram mostrar que não eram simplesmente bolinhas neste mundo, esperando para servirem os maridos. Saíram para as ruas, começaram a votar, a trabalhar e a ocupar cargos gerenciais e de motoristas.
O mais interessante é que, além de trabalharem fora de casa, arrumam tempo para criarem seus filhos e, em muitos casos, cuidarem da casa, da janta e outros etceteras.
Minha mãe é uma dessas. Cuidou de três filhotes, hoje homens barbados e, de certa forma em outro degrau daquele quadro magnífico que representa a evolução do homem, partindo do macaco até o rapaz ereto e de maleta. Acredito que nós (e aqui somo meus irmãos e outros que compartilhem dessa evolução), somos o próximo desenho, aquele que segue a fila: Além da maleta, temos na outra mão uma panela, ou quem sabe um ferro de passar.
Não nos menosprezem ao conseguirem criar na cabeça essa imagem, pois é por este motivo que agradeço a minha mãe!
Não tendo nenhuma filha, ou talvez por outras n razões que desconheço, esta moça nordestina botou seus filhos para estudarem, buscarem uma profissão e, mais que isso, se virarem nos trinta para se organizarem em casa.
Não precisamos esperar, como aqueles pequenos passarinhos no ninho e homens da antiguidade (que nem precisa ser muito antigos), pelo alimento. Não! Nós o trazemos como fruto de nosso trabalho, mas também somos capazes de arregaçar as mangas dentro do lar e “não morrer na praia”.
As moças ficaram independentes pois aprenderam a trabalhar fora de casa, mas agora está na vez dos homens se livrarem das algemas comodistas e darem um passo a mais, equiparando-se com as mulheres modernas, independentes como são na vida.
Mais uma vez, muito obrigado mãe, por nos ensinar a subir mais este degrau!

é... então pode incluir mais gente aí, pois tb sou destes, criados apra a vida, para o mundo!
ResponderExcluirHahah verdade Fachini!!! Nossa espécie está aumentando!
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