Balança o tempo no pêndulo das horas e conta junto com o cuco.
- “Já são onze, meu Deus!!! ... O maldito Basílio ainda nem ficou com a tal da prima Luiza e a prova é amanhã!!”
As horas continuam tocando o gongo para o escravo: tom . . . . tom . . . . tom . . . . tom . . . . Sofreguidão. Como pode um livro causar tanta dor?!
Já vi casos de garotos se cortarem na lâmina afiada das páginas, mas nunca soube que as palavras e as frases, orações, períodos e parágrafos tivessem tamanho veneno.
Jorginho continuava a auto-tortura; Se contorce na cadeira; vira e desvira, contando as páginas que faltam.
O sono já o consome ...... o tempo o toma aos goles .......e as letras diminuem ... a ...... cadaaaaa-aaawwwnn ... bocejo...............................................................
Boi, boi, boi, boi da cara preta ...................... os olhos cerram-se ......... mas acordam assustados: “Não, Não. Não dá pra dormir, a prova é amanhã!!”
Corre nas páginas em brasa até queimar os olhos:
- “QUE LIVRO DO CAPETA!!” É página infinita, é fogo e queima a alma.
- “Qual foi meu pecado?!!?” Mas pecado pra quê? Tortura não pede pecado, basta um juiz que dê a sentença!
Pobre Jorginho, réu da corte de literatura, sob a pena de ler um livro. E o coitado não tem mais que doze anos. Na sua bagagem de experiências literárias, Jorginho tem somente os livros que lhe foram empurrados guela abaixo pela professora-juiz.
“Deviam proibir livro pra menores de 18 anos!!!” E chora o menino com a retina e alma irritadas.
Ele pára a queixa e continua a cumprir sua sentença até que o capitulo fica pesado demais para as pálpebras.
Dez minutos depois ele dorme sobre o livro e tem um sonho turbulento, no qual a professora tem um caso com o primo Basílio.
Enquanto isso, Julinha, estudante, da mesma idade que Jorginho, dorme tranqüila e confortável – debaixo dos cobertores em sua cama – sonhando que está brincando com a raposa enquanto o Pequeno Príncipe faz para ela um colar de flores. Ela sorri!!!
- “Já são onze, meu Deus!!! ... O maldito Basílio ainda nem ficou com a tal da prima Luiza e a prova é amanhã!!”
As horas continuam tocando o gongo para o escravo: tom . . . . tom . . . . tom . . . . tom . . . . Sofreguidão. Como pode um livro causar tanta dor?!
Já vi casos de garotos se cortarem na lâmina afiada das páginas, mas nunca soube que as palavras e as frases, orações, períodos e parágrafos tivessem tamanho veneno.
Jorginho continuava a auto-tortura; Se contorce na cadeira; vira e desvira, contando as páginas que faltam.
O sono já o consome ...... o tempo o toma aos goles .......e as letras diminuem ... a ...... cadaaaaa-aaawwwnn ... bocejo...............................................................
Boi, boi, boi, boi da cara preta ...................... os olhos cerram-se ......... mas acordam assustados: “Não, Não. Não dá pra dormir, a prova é amanhã!!”
Corre nas páginas em brasa até queimar os olhos:
- “QUE LIVRO DO CAPETA!!” É página infinita, é fogo e queima a alma.
- “Qual foi meu pecado?!!?” Mas pecado pra quê? Tortura não pede pecado, basta um juiz que dê a sentença!
Pobre Jorginho, réu da corte de literatura, sob a pena de ler um livro. E o coitado não tem mais que doze anos. Na sua bagagem de experiências literárias, Jorginho tem somente os livros que lhe foram empurrados guela abaixo pela professora-juiz.
“Deviam proibir livro pra menores de 18 anos!!!” E chora o menino com a retina e alma irritadas.
Ele pára a queixa e continua a cumprir sua sentença até que o capitulo fica pesado demais para as pálpebras.
Dez minutos depois ele dorme sobre o livro e tem um sonho turbulento, no qual a professora tem um caso com o primo Basílio.
Enquanto isso, Julinha, estudante, da mesma idade que Jorginho, dorme tranqüila e confortável – debaixo dos cobertores em sua cama – sonhando que está brincando com a raposa enquanto o Pequeno Príncipe faz para ela um colar de flores. Ela sorri!!!

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