28/10/2011

Descartável

Nestes últimos tempos a sociedade tem repensado muito sobre suas concepções e percebo que estamos modificando, mesmo que aos poucos, o nosso modo de pensar. Por isso, gostaria de dar minha contribuição, mesmo que singela a este novo pensamento.
Descartável.
Andei refletindo imensamente sobre essa palavra que, apesar de saber por osmose seu significado, nunca havia o buscado em um dicionário até então:
“Diz-se do objeto que se lança fora, no todo ou em parte, após o uso”
Em outro dicionário encontrei: “Aquilo que se joga fora após o uso”.
Depois de muito utilizar meu cérebro pensei que tais definições precisavam ser alteradas e adicionei o verbo poder. “Aquilo que pode ser jogado fora”.
O leitor deve pensar que estou louco, ou que talvez esteja tentando alcançar a glória com idiotices, mas o verbo poder é de fato interessante.
Ao mesmo tempo em que fortalece a autoridade, ele pode fazer o que quer, também carrega o fardo de toda a raça humana, a racionalidade e o sentimento de moralidade.
Poder envolve raciocinar e é isto que mais adoro na palavra: o produto é descartável porque pode ser jogado fora (mas será que devo?).
Todos falam de ecologia, mas os copos plásticos são usados talvez mais que a própria água que os enche e depois são jogados no lixo. Com toda a evolução do pensamento ecológico, não acho que copos, garfos e pratinhos de plástico possam ser chamados de descartáveis, afinal, simplesmente não desaparecem como mágica.
Talvez seja um silogismo um tanto mais complexo, mas vale à pena pensar sobre ele.

Leia, pense e critique!! Deixe seus comentários!!!


Descartável -  é o que pode ser jogado fora
Copos de plástico – não podem ser jogados fora pois fazem mal ao meio ambiente
Conclusão: Copos de plástico não são descartáveis

13/10/2011

O substituto

Há alguns anos atrás, uma mãe saía de viagem rumo à Inglaterra. Deixaria seus filhos durante todo o mês de outubro, o que significaria que o dia das crianças seria longe dos meninos. Apesar da lástima e o peso no coração ela partiu, afinal, a viagem seria uma experiência única.
Para compensar a ausência, deixou um urso de pelúcia. Simples, exceto pelo tamanho um pouco avantajado, não tinha nada de mais.
Durante a ausência da mãe, os meninos abraçavam e conversavam com o ursinho, uma forma de passar o tempo. Dentro do ursinho eles encontravam um pouco do amor que a mãe deixou a eles, mas sabiam que o objeto não era real e, no fundo, sentiam que era apenas um consolo enquanto a mãe não retornava. Ela voltou, eles a envolveram e conversaram – naquele dia e nos outros que se passaram.
A pena é que o fato se alastrou e hoje em dia, muitos pais fazem a mesma coisa, mas da forma errada: a promessa de retorno do afeto é constantemente quebrada, o que gera um ciclo vicioso.
O menino de agora sente falta de carinho e abraça o robô, mas ele é frio, metálico e automatizado. A chama do afeto que era transpassada enquanto o brinquedo era dado pelos pais se apagou. Hoje, o brinquedo é jogado dentro de uma caixa enfeitada e deixada para o menino de agora.
De tanto esperar o afeto e ser magoado, uma casca se cria no coração da criança e a repetição fica na memória: Ter um brinquedo é ter amor - é isso que eles pensam. Quanto mais brinquedos mais amor, certo?! Acho que não