18/08/2010

Papiro nostálgico

Como são deliciosas as folhas de papel! Umas brancas, como as nuvens que dão forma aos nossos sonhos; outras cheias de linhas, como nossas vidas. Todas elas tornam todos felizes:

O escritor produz sua vida e cria outras, borrando e sujando de letras negras a alvura da folha; o desenhista também, mas ao contrário do escritor, que borra de forma organizada, contorce a mão e inventa, através de inúmeros traços jogados, uma forma que, aos olhos, faz (ou não) sentido.

O pintor macula a brancura com diversos tons diferentes. Cada um deles é uma alegria ou uma tristeza.

O aluno aborrecido mexe a caneta com um impulso do subconsciente, como uma forma de aliviar a dor. E alivia. E assim vai: com as mãos sai um pato (ou será um pingüim?) albino. Com a caneta sai um personagem cômico que matou a mãe só para fazer uma piada; do lápis sai um homem extremamente forte que salva o universo.

E de tudo isso sai um sorriso (Às vezes pode até ser um sorriso interno: um do coração, por ter expressado o sentimento daquela hora; ou do cérebro. Agradecendo às mãos por terem concluído seu genial trabalho).

Enfim, de uma pessoa que ficou feliz!


E você??
Qual atividade com papéis te deixa feliz?
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Um comentário: